Opções para tratamentos em adolescentes
 

 

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(Tratamento precoce)

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Opções de tratamento em adultos
> Casos tratados ( antes e depois)
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tognática
 




 

Normalmente a melhor idade para o início do tratamento ortodôntico é no final da dentição mista, chamado segundo Período de transição quando terminam as trocas dos dentes decíduos pelos permanentes, em torno de 10 anos de idade nas meninas e 12 anos nos meninos, com variação de mais ou menos 1 ano. Nesta faixa etária se inclui a indicação para o tratamento da maioria dos casos, pois dois aspectos são decisivos: a) O surto puberal de crescimento acontece nesta época, tornando mais eficiente os aparelhos que buscam influenciar o crescimento facial; b) Define-se a dentição permanente com a irrupção dos segundos molares permanentes, tornando os tratamentos mais estáveis a longo prazo, mesmo porque os terceiros molares (dentes cisos) são atípicos, sem previsibilidade e de pouca relevância funcional.

 

Os problemas mais comuns que demandam tratamento são:


Falta de espaço para irrupção de dentes
- que podem ser resolvidos por expansões maxilares, desgastes interdentais e extrações dentárias. A definição do tipo de estratégia depende da magnitude do problema e fatores associados.

Projeção do arco superior em relação ao inferior (Classe II de Angle) – que pode ser corrigido pela restrição do crescimento dos ossos do complexo naso-maxilar , que suporta os dentes superiores, enquanto a mandíbula, que suporta os dentes inferiores, continua seu crescimento normalmente. Para isto utiliza-se aparelho extra-oral de restrição do crescimento maxilar com apoio na cabeça ou no pescoço.

Projeção do arco inferior em relação ao superior (Classe III de Angle) – que deve ser tratado logo que identificado, com aparelho extra-oral para tração maxilar buscando restringir o crescimento da mandíbula e estimular o crescimento do complexo naso-maxilar. O crescimento mandibular excessivo é de difícil controle, e felizmente de menor prevalência.

Ausências de dentes permanentes (agenesias) – a falta cada vez mais comum de dentes permanentes sucessores aos dentes de leite, pode ser resolvida de 3 maneiras: a) Fechamento dos espaços  das agenesias: as agenesias de incisivos laterais superiores são muito comuns, o fechamento deste espaço está indicado especialmente em paciente jovens com sorriso gengival, quando a forma dos caninos pode ser alterada; b) Manutenção do espaço para futuros implantes está indicada quando a linha de sorriso do paciente é baixa, e a movimentação dos caninos para mesial é inviável ou não gera bom resultado estético e funcional; c) Em condições favoráveis pode-se lançar mão dos autotransplantes dentais, normalmente colocando dentes posteriores (pré-molares) do próprio paciente na posição de dentes anteriores ausentes (incisivos), opção muito interessante, pois preserva a posição dos caninos, importantes na oclusão, e permite se restaurar a estética anterior sobre raízes dentárias íntegras, através de recursos como as facetas em porcelana ou restaurações em resina composta.

Normalmente, para qualquer das opções, esees tratamentos demandam em média 30 meses de tratamento com aparelhos, normalmente fixos, com visitas mensais ao ortodontista. Após a remoção dos aparelhos é imprescindível um período de contenção ou controle com aparelho removível, até o final do crescimento facial.
 

Obs.: Clique nas palavras sublinhadas para visualizar casos tratados